Dispositivos Móveis

Atualmente, os dispositivos móveis são já um dos principais meios usados para aceder a conteúdos online. Devido a esta tendência crescente é importante garantir que os utilizadores possam também usufruir da melhor experiência de utilização possível. 

Os três sistemas operativos mais comuns hoje em dia são o iOS (desenvolvido pela Apple), o Android (da Google) e Windows Phone (da Microsoft). Cada um deles tem um conjunto de particularidades próprias, no entanto, é possível usar conceitos e diretrizes gerais, que podem ser aplicadas nos vários sistemas com resultados positivos. 

 

Padrões de mobile

O principal objetivo, do design de interface dos dispositivos móveis, deve ser otimizar a experiência de navegação para o tamanho do ecrã e para o contexto da utilização.

 

Navegação: Regras para otimizar a experiência

À semelhança do que se passa numa página de internet vista num computador, a página quando visualizada nos dispositivos móveis, tem que garantir aos utilizadores o acesso às diferentes funcionalidades de uma forma simples, intuitiva, eficaz e eficiente. 

 

Conteúdo

O conteúdo deve estar organizado em unidades de sentido. É preciso ter sempre em mente que se deve apresentar os mesmos de uma forma simples e o mais direta possível.

Layout 

No que diz respeito ao design, as principais coisas que se deve ter em atenção são a consistência e a previsibilidade. 

Uma forma de criar um bom layout é saber à partida que a página da internet vai ser vista em vários dispositivos diferentes e planear-se cuidadosamente como a mesma vai ser apresentada ao utilizador. 

Navegação

O acesso à navegação deve ser o mais desimpedido possível. Num dispositivo móvel, as zonas de navegação são muito reduzidas, quando comparadas com uma página de internet acedida num computador.

 

Conteúdo e Layout

O conteúdo de uma página de internet ou de uma aplicação é o conjunto de informações que se encontram à disposição dos utilizadores. Estas informações podem assumir a forma de texto, imagem, áudio, ou mesmo vídeo e tal e qual como o seu formato, também os seus objetivos podem ser tão diferentes como informar, entreter, educar, sensibilizar ou mesmo vender.

Contexto móvel otimizado

É importante assegurar que as funcionalidades estão otimizadas para a sua utilização em dispositivos móveis. 


Exemplos:
- Se os conteúdos estiverem otimizados é possível saber, com base na localização do dispositivo, qual o local físico (como uma repartição de finanças) onde o utilizador se pode dirigir. Seguindo esta mesma lógica, também os contactos podem e devem estar acessíveis através de um simples toque, que permite acionar o telefone por exemplo.

- Os conteúdos têm que ser suportados pela generalidade dos dispositivos, sem que os utilizadores precisem de descarregar aplicações complementares;

- Os conteúdos escritos têm que estar adaptados à menor atenção dos utilizadores;

- É preciso garantir que os conteúdos multimédia são apresentados em boas condições, independentemente do tamanho, densidade ou resolução do ecrã;

- Deve ser dado ao utilizador o total controlo dos conteúdos, ou seja, um vídeo ou um som não deve arrancar automaticamente. Para além de provocar um consumo de dados, o utilizador pode estar num sítio pouco adequado para que o seu dispositivo comece a emitir sons e/ou imagens. 

Construir o layout em função do conteúdo

A forma como apresentamos os conteúdos e também os elementos de navegação são uma grande parte da experiência do utilizador.

É necessário ter consciência de que as decisões tomadas vão afetar as percepções dos utilizadores, podendo transmitir credibilidade ou por outro lado provocar desconforto e desconfiança. 

O design da página em mobile deve ser declinado para que seja adaptado às várias plataformas existentes, mas isso não significa apenas replicar e encolher.

 

Design Responsivo VS Design Adaptivo
Uma das questões mais pertinentes no desenvolvimento de uma página de internet é se a mesma deve ser responsiva ou adaptativa, na forma como se apresenta (e redimensiona) em diferentes ecrãs e dispositivos. Embora seja uma questão técnica, a escolha entre responsive web design (RWD) ou pelo adaptive web design (AWD) pode ter impactos variados na experiência de utilização.


Independentemente da solução adotada, hoje em dia é de extrema importância que as páginas de internet estejam adaptadas a todos os equipamentos.

Página adaptativa

 

Página responsiva

 

Para demonstrar a importância que este tema deve ter no desenvolvimento da página de internet, a própria Google atualizou o algoritmo do seu motor de busca, fazendo com que todos os sites que não são “mobile-friendly” ou seja, compatíveis com todos os dispositivos móveis, descessem no ranking das pesquisas.


O design responsivo também passou a fazer parte das recomendações da Google para a construção de páginas na internet, embora a empresa afirma que o motor de busca não distingue entre RWD e AWD.


Em termos latos, o design responsivo é flexível, adaptando-se de uma forma fluida a qualquer ecrã, por seu lado o adaptativo reajusta-se ao ecrã consoante as dimensões deste de uma forma mais rígida.  No design responsivo a página é construída numa grelha variável que muda consoante o equipamento independentemente da resolução do ecrã, isto é, o conteúdo pode “separar-se” e realinhar-se automaticamente se existir essa necessidade. No design adaptativo (AWD) a página não está assente numa grelha variável, mas sim numa série de resoluções de ecrã (320, 768, 1024, etc), podendo ter larguras fixas ou relativas (controladas por media queries).


Embora qualquer uma das soluções, quando bem implementada, proporcione uma experiência de navegação otimizada, por norma recomenda-se que um portal novo seja desenvolvido em RWD e que o AWD seja mais indicado para “adaptar” um sítio mais antigo aos formatos de dispositivos móveis.